O MINISTÉRIO PROFÉTICO
JR 1.1-19
Pr. José Antônio Corrêa
INTRODUÇÃO:
1.
Jeremias, é um dos profetas mais brilhantes no Velho Testamento. Ele nos
impressiona pelo teor com que suas mensagens foram apresentadas. Se estilo é
direto, persuasivo, objetivo, não importando quem fosse o receptor da palavra
profética. Embora suas mensagens fossem dirigidas à várias nações, como Egito,
Filístia, Moabe, Edom, Amom, etc., não podemos deixar de mencionar que a sua
palavra principal foi dirigida à nação de Judá, no sentido de que ela se
arrependesse de seus pecados, antes que fosse tarde demais! A ameaça do
cativeiro babilônico era uma realidade cada vez mais presente e Jeremias não
poupa esforços no sentido de alertar à nação, que volte atrás, se converta, se
humilhe na presença do Todo-Poderoso, para afastar esta terrível ameaça que
pairava sobre eles!
2.
Embora tenha ele pregado com veemência, sua mensagem aparentemente não surtiu
grandes efeitos, uma vez que, ainda em seu tempo teve o desprazer de ver seu
povo sendo massacrado e levado cativo pelos babilônicos. Jerusalém, a cidade
santa, glória da nação, foi totalmente esfacelada e destruída pelos seus
inimigos. O cativeiro, que até então que era apenas uma ameaça, o prato
principal da mensagem profética, agora é real, assustador, cruel, desumano!
Teriam que conviver com a vergonha e a humilhação impostas pelos babilônicos
aos povos conquistados.
3.
Deixando um pouco de lado, o pano de fundo de seu livro, podemos ver na vida de
Jeremias, como profeta de Deus:
ALGUNS ASPECTOS RELACIONADOS À
EXPERIÊNCIA DO HOMEM AO QUAL O SENHOR CHAMA PARA O MINISTÉRIO PROFÉTICO
I. A CHAMADA
1.
Sabemos que Jeremias pertencia à classe sacerdotal, uma vez que seu pai
Hilquias é apresentado como sendo "...um dos sacerdotes que estavam em
Anatote, na terra de Benjamim", v. 1. É possível que sua chamada
por Deus tenha sido motivada, em virtude de sua linhagem levítica. Seu pai,
provavelmente, lhe deu uma formação religiosa com princípios divinos, nos quais
sua vida em Deus foi alicerçada. A formação de seu caráter, de sua
personalidade, certamente foi trabalhada desde seus tenros dias. Não queremos
com isso dizer que filho de pastor é pastor por hereditariedade, mas quando o
filho de pastor é educado criteriosamente nos princípios da Palavra de Deus, a
chance dele ser convocado para o ministério da palavra é grande.
2.
Deus lhe declara que o havia escolhido muito antes de seu nascimento,
"Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da
madre te santifiquei; às nações te dei por profeta", vs. 5. Podemos
entender que sua chamada foi premeditada pelo Senhor num tempo em que Jeremias
nem ainda existia como gente! Tal fato nos mostra o controle de Deus sobre o
tempo e a eternidade! No reino de Deus nada acontece por acaso! Há outros
exemplos nas Escrituras de vidas que foram convocadas por Deus antes do
nascimento:
a)
Sansão, Jz 13.5, "5 porque tu conceberás e terás um filho,
sobre cuja cabeça não passará navalha, porquanto o menino será nazireu de Deus
desde o ventre de sua mãe; e ele começara a livrar a Israel da mão dos
filisteus".
-
O ministério de Sansão seria o de trazer vitória e libertação à nação de
Israel, que naquele tempo estava oprimida, escravizada pelos filisteus. É bem
verdade que Sansão não correspondeu dignamente à sua convocação divina, mas
isto não lhe tirou o privilégio de ser usado por Deus em muitas ocasiões de
confronto direto com seus inimigos.
b)
Paulo, Gl 1.15-16, "15 Mas, quando aprouve a Deus, que desde
o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, 16 revelar seu
Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, não consultei carne e
sangue".
-
Sabemos que Paulo honrou seu chamado por Deus, e foi o maior promotor das
verdades cristãs cristianismo de seu tempo. Suas cartas no Novo Testamento nos
trazem um tremendo material doutrinário! Podemos dizer que sem o material de
Paulo, certamente teríamos grandes dificuldades no estabelecimento das
principais doutrinas cristãs. Suas cartas são a base, o alicerce dos princípios
e doutrinas que pregamos e vivemos.
3.
Um detalhe que não podemos deixar de mencionar é que Jeremias tentou escapar de
sua convocação divina, usando desculpas esfarrapadas, "Então disse eu: Ah,
Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque sou um menino", v. 6.
Tal evasiva do profeta coincide com as evasivas apresentadas por muitos que são
chamados ao ministério pela vocação celestial. Porém quando Deus chama,
precisamos obedecer! Também podemos aqui nos valer de alguns exemplos bíblicos
de servos convocados que tentaram sair por uma porta de escape:
a)
Moisés, Êx 3.10-11, "10 Agora, pois, vem e eu te enviarei a
Faraó, para que tireis do Egito o meu povo, os filhos de Israel. 11 Então
Moisés disse a Deus: Quem sou eu, para que vá a Faraó e tire do Egito os filhos
de Israel?"
-
Olhando para este trecho, e alguns outros versículos em Êxodo 4 e 5, vamos ver
que Moisés não estava disposto a obedecer o chamado de Deus, para a missão
específica de libertar os israelitas da mão dos Egípcios e conduzi-los à Terra
da Promessa. Porém depois de algumas desculpas, e consequentemente a perda de
alguns privilégios, ele finalmente obedeceu!
b)
Baraque, Jz 4.6-9, "6 Mandou ela chamar a Baraque, filho de
Abinoão, de Quedes-Naftali, e disse-lhe: Porventura o Senhor Deus de Israel não
te ordena, dizendo: Vai, e atrai gente ao monte Tabor, e toma contigo dez mil
homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom; 7 e atrairei a ti, para o
ribeiro de Quisom, Sísera, chefe do exército de Jabim; juntamente com os seus
carros e com as suas tropas, e to entregarei na mão? 8 Disse-lhe Baraque: Se
fores comigo, irei; porém se não fores, não irei. 9 Respondeu ela: Certamente
irei contigo; porém não será tua a honra desta expedição, pois à mão de uma
mulher o Senhor venderá a Sísera. Levantou-se, pois, Débora, e foi com Baraque
a Quedes".
-
Aqui a situação era a seguinte: Em razão da contumaz rebeldia da nação
israelita, Deus os havia entregue nas mãos de Jabim, rei de Canaã, que tinha à
frente de seu exército um comandante extremamente maligno, Sícera. Ainda, o
exército de Jabim era detentor de um tremendo aparato de guerra, que contava
nada mais, nada menos, do que com novecentos carros de guerra, vs. 2-3.
Em virtude do clamor do povo, Deus prometeu livrá-los! Débora a profetiza, recebeu
a incumbência divina de nomear Baraque para a tarefa de libertação da nação.
Porém, Baraque embora não tenha recusado sua tarefa, exigiu que Débora os
acompanhassem na batalha decisiva. Em razão de sua atitude de desconfiança,
talvez até mesmo de covardia, não precisamos dizer que Baraque perdeu a glória
da conquista!
4.
Quando somos chamados pelo Senhor para a obra do ministério, devemos ter a
consciência de que Deus nos chamou porque somos a pessoa certa. A escusa de
nossa parte, certamente amargará a perda de inúmeros privilégios.
II. A CAPACITAÇÃO
1.
Observe o que Deus fez a Jeremias: "Então estendeu o Senhor a mão, e
tocou-me na boca; e disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua
boca", v. 9. Não foi por acaso que Deus "estendeu a mão"
e "tocou" na boca do profeta. Este "toque", foi o toque da
transmissão de capacidade e do poder de Deus. Sem a capacitação e o mover de
Deus em nós, não podemos de maneira alguma nos lançar ao trabalho divino!
Lembre-se que Deus também tocou nos lábios de Isaías antes dele iniciar seu
ministério profético, Is 6.7. Embora na vida de Isaías o toque teve o
objetivo de remover seus pecados, podemos dizer também que ele envolvia uma
certa capacitação para a obra, uma vez que não podemos trabalhar para Deus enquanto
nossos pecados não forem devidamente tratados pelo sangue do Cordeiro!
2.
Quando Deus comissiona o homem para o seu trabalho, devemos ter a confiança de
que Ele também dará a devida capacitação. Nos dará o revestimento da unção!
Deus jamais convoca alguém e o abandona à própria sorte! Pelo contrário, Deus
garante a sua presença conosco e vai adiante de nós. Não foi isso que Ele
prometeu a Josué? "5 Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua vida.
Como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei.
9 Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te
espantes; porque o Senhor teu Deus está contigo, por onde quer que
andares", Js 1.5, 9.
3.
Temos nas Escrituras muitos textos que nos mostram esta capacitação que Deus
nos outorga para exercermos o ministério a nós confiado:
a)
At 1.8, "Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito
Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria,
e até os confins da terra".
-
A tarefa missionária é uma incumbência de cada um de nós, membros do corpo de
Cristo. O Senhor sabendo que não poderíamos realizar a obra de evangelização
através de nossos próprios esforços, nos capacitou com a presença de seu
Espírito Santo em nosso interior. O poder outorgado não é para exibição,
projeção pessoal ou orgulho próprio, mas para que cada filho de Deus se lance
ao trabalho do reino. Quando ungidos pelo Espírito Santo, não precisamos nos
preocupar em "produzir resultados" usando nossa capacidade pessoal.
Os resultados certamente virão, independentemente de qualquer capacitação de
nossa parte! "Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o
Senhor dos exércitos", Zc 4.6.
b)
Ef 4.11-13, "11 E ele deu uns como apóstolos, e outros como
profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, 12
tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para
edificação do corpo de Cristo; 13 até que todos cheguemos à unidade da fé e do
pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da
estatura da plenitude de Cristo".
-
Temos aqui um outro tipo de capacitação concedida pelo Senhor, que visa o nosso
crescimento espiritual como filhos de Deus. Olhando o texto, observamos que
vários dons e capacitações foram dados por Cristo, para o desenvolvimento da
sua igreja em todas as áreas ministeriais. Há os "apóstolos"
(enviados) para missões específicas (sabemos que o nome "apóstolo"
nos dias atuais tem sido usado de uma forma errada para conceder título
eclesiástico a pessoas que não se contentam com o simples título de
"pastor", sendo ao mesmo tempo, ávidas pelo poder e projeção
pessoal); os profetas com a responsabilidade de serem os porta-vozes de Deus;
os evangelistas que cuidam da transmissão da mensagem de salvação; os doutores
com a função de um fiel doutrinamento do povo de Deus; e os pastores para
exercerem os cuidados devidos ao rebanho, e que não raramente ocupam também
outras das funções descritas.
-
Qualquer função outorgada pelo Senhor à igreja, tem o objetivo de
"aperfeiçoamento dos santos", e a "edificação do corpo de
Cristo". O mal uso destes ministérios e capacitações trarão enormes
prejuízos ao rebanho de Deus! Precisamos ter cuidado nos dias atuais com os
lobos vorazes que se intrometem no meio dos santos para pervertê-los, sob o
esconderijo de "títulos eclesiásticos" e com o objetivo de enganar!
Lembra-se do que Paulo disse aos bispos da Igreja de Éfeso? At 20.28-30,
"28 Cuidai pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito
Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele
adquiriu com seu próprio sangue. 29 Eu sei que depois da minha partida entrarão
no meio de vós lobos cruéis que não pouparão rebanho, 30 e que dentre vós mesmos
se levantarão homens, falando coisas perversas para atrair os discípulos após
si".
III. A MENSAGEM
1.
Inicialmente podemos ver que a mensagem profética não pode ser restritiva,
envolvida em extrema cautela, nem em relação aos receptores, nem em relação à
mensagem a ser pronunciada. Deus disse a Jeremias: "...porque a todos a
quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar dirás", v. 7. Tal
fato nos mostra a responsabilidade do mensageiro de Deus de ir onde for mandado
e falar tudo o que for ordenado! Nada deve ser omitido, sob o risco do profeta
ser julgado pelo Senhor. Podemos lembrar aqui de muitos pastores que não pregam
como deveriam pregar na preocupação de ofender pessoas do rebanho. Como
mensageiros de Deus, recebemos a comissão profética, não para satisfazer
anseios de pessoas que muitas vezes querem controlar a fala do pastor! Muitas
destas pessoas por ofertarem dízimos elevados, se julgam os donos da igreja, e
acham que o pastor não passa de um empregado deles. Ai do pastor que cai nesta falácia!
3.
Quanta diferença de muitas mensagens que temos ouvido hoje em dia! Não
raramente, há pregadores que na ânsia de conquistar seus ouvintes, cativá-los
com uma oratória envolvente, não pregam a mensagem de Deus, mas pronunciam
mensagens que agradam aos ouvidos, que elevam a auto-estima de seus ouvintes!
Certamente, tais pregadores estão recebendo dos homens os aplausos e os louros
da vitória! Porém Deus não tem se agradado deles, são dignos do juízo divino!
Precisamos falar como Jeremias, Isaías, Amós, e outros profetas, que ao
entregarem suas mensagens, não receberam aplausos, mas chicote, humilhação e
prisão! O mundo carece de pregadores ousados, inflamados, autênticos! A Palavra
de Deus nos fala de que maneira precisamos pregar:
a)
Mensagem de Isaías à nação de Judá, Is 58.1, "Clama em alta
voz, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a
sua transgressão, e à casa de Jacó os seus pecados".
-
Neste tempo o povo vivia uma religião hipócrita, de aparência, com práticas de
jejum associadas a pecados escandalosos, que causavam em Deus não prazer, mas
ânsias de vômito! O profeta deveria gritar, proclamar em voz estridente,
denunciar os pecados de seu povo, na esperança de que se arrependessem!
b)
Palavra de Jeú contra Baasa, 1 Rs 16.1-4, "1 Então veio a
palavra do Senhor a Jeú, filho de Hanâni, contra Baasa, dizendo: 2 Porquanto te
exaltei do pó, e te constituí chefe sobre o meu povo Israel, e tu tens andado
no caminho de Jeroboão, e tens feito o meu povo Israel pecar, provocando-me à
ira com os seus pecados, 3 eis que exterminarei os descendentes de Baasa, e os
descendentes da casa dele; sim, tornarei a tua casa como a casa de Jeroboão,
filho de Nebate. 4 Quem morrer a Baasa na cidade, comê-lo-ão os cães; e o que
lhe morrer no campo, comê-lo-ão as aves do céu".
-
Jeú, como profeta, não alcançou qualquer projeção em seu tempo; não escreveu
nenhum livro e seu nome sequer é lembrado na galeria dos profetas do Antigo
Testamento. Contudo sua mensagem ousada contra Baasa, rei de Israel, nos mostra
um caráter profético sem precedentes! Ele não somente denunciou os pecados do
rei, mas lhe trouxe a sentença de morte! Lendo o texto subsequente, podemos
observar que a mensagem de Jeú se cumpriu literalmente, com Baasa sendo morto e
sua família exterminada.
c)
Consciência de Miquéias, Mq 3.8, "Quanto a mim, estou cheio
do poder do Espírito do Senhor, assim como de justiça e de coragem, para
declarar a Jacó a sua transgressão e a Israel o seu pecado".
-
Podemos ver que o profeta Amós estava consciente de sua unção profética pelo
Espírito de Deus. Ele não estava recebendo poder para realizar prodígios,
sinais, milagres, etc., mas para denunciar os pecados de seu povo. Precisamos
de pastores ungidos, não para produzir espetáculos dignos dos melhores teatros,
mas para denunciar as práticas malignas de nossa geração. Precisamos de homens
que se levantem contra a violência, a corrupção, o homossexualismo, etc.!
Somente uma mensagem ungida contra o pecado poderá mudar esta geração!
3.
Vamos nos levantar como profetas de nosso tempo, pregando a real mensagem de
Deus, arrancando das mãos de Satanás, vidas que foram seduzidas pelos enredos
malignos.
IV. A PROTEÇÃO
1.
Por apresentar uma mensagem não agradável aos ouvidos humanos, o verdadeiro
profeta enfrentará situações de perseguições, confrontos, violência
verbal/física, entre tantos outros impropérios. Por esta razão, ele precisará
contar com a proteção divina. Deus prometeu a Jeremias que estaria com ele em
todas e quaisquer situações: "Não temas diante deles; pois eu sou contigo
para te livrar, diz o Senhor", v. 8.
2.
Olhando para a Palavra de Deus, podemos ver muitos exemplos, onde Deus promete
guarda e segurança a todos que são chamados a pregar sua Palavra com ousadia:
a)
Paulo em Corinto, At 18.9-11, "9 E de noite disse o Senhor
em visão a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales; 10 porque eu estou
contigo e ninguém te acometerá para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta
cidade. 11 E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de
Deus".
-
O contexto desta passagem das Escrituras nos mostra o apóstolo Paulo na cidade
de Corinto já com as malas prontas, disposto a ir embora para outro campo. A
razão dele querer levantar acampamento, era o turbilhão de perseguições
advindas dos judeus por causa de sua pregação. Não que Paulo os temesse! Mas
desanimado, decepcionado, lutando contra a maré, pretendia deixar a cidade o
mais rápido possível. Porém durante a noite numa visão, o Senhor lhe garante
proteção e exige sua permanência naquela cidade. Após a garantia divina, Paulo
continuou ali pregando a Palavra por um período de um ano e seis meses.
b)
Paulo, falando a Timóteo, 2 Tm 4.16-18, "16 Na minha
primeira defesa ninguém me assistiu, antes todos me desampararam. Que isto não
lhes seja imputado. 17 Mas o Senhor esteve ao meu lado e me fortaleceu, para
que por mim fosse cumprida a pregação, e a ouvissem todos os gentios; e fiquei
livre da boca do leão, 18 E o Senhor me livrará de toda má obra, e me levará
salvo para o seu reino celestial; a quem seja glória para todo o sempre.
Amém".
-
Por ser um ousado pregador da Palavra, o apóstolo estava sendo julgado pelas
autoridades romanas, e lastima pelo descaso de seus companheiros de ministério,
que não o estavam assistindo naquele momento crítico. Porém, mesmo sendo
abandonado pelos seus colegas de ministério, Paulo tinha a convicção de que o
Senhor não o abandonara, pelo contrário esteve ao seu lado e lhe fortaleceu
para que a pregação da Palavra não sofresse quaisquer danos. Ele testemunha com
veemência: "...fiquei livre da boca do leão", e "... o Senhor me
livrará de toda obra maligna"! Que esta convicção de Paulo, seja também a
nossa!
c)
Paulo aos Tessalonicenses, 2 Ts 3.3, "1 Finalmente, irmãos,
orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada. como
também o é entre vós, 2 e para que sejamos livres de homens perversos e maus;
porque a fé não é de todos. 3 Mas fiel é o Senhor, o qual vos confirmará e
guardará do maligno".
-
Observe que Paulo está falando de homens malignos, perversos, que pelos seus
procedimentos acabaram sendo impedimentos na promoção e pregação da Palavra.
Muitos destes homens haviam usado de violência contra o apóstolo,
promovendo-lhe perseguições, desgastes, opressão, etc. Contudo, Paulo conclama
os irmãos de Tessalônica à oração, na confiança de que o Senhor é fiel para com
seus servos e certamente os "...guardará do maligno", que é a força
motora que está por detrás de todos os opositores do reino de Deus.
3.
Certamente o Senhor protegerá os pregadores ousados e que se mantiverem fiéis
ao ministério da Palavra!
CONCLUSÃO:
2.
Precisamos ser ousados, destemidos, na pregação da Palavra profética! Para isso
fomos capacitados por Deus em nosso ministério, para o desempenho desta tão
significativa tarefa. Deus não nos chamou para sermos inertes, inoperantes,
medrosos, covardes! Cumpre-nos desempenhar a função a nós confiada pelo Senhor
com galhardia, sabendo que nossa fidelidade a Deus, certamente será
recompensada, coroada, não por homens bajuladores, mas pelo próprio Senhor! Com
certeza, o Deus de poder estará junto de nós, para nos trazer proteção e
segurança contra o inimigo, que se levanta na ânsia de impedir que a palavra
profética seja anunciada! Que o Senhor de fato nos capacite com o poder e unção
do Espírito Santo!